Tecnologia

E-reader ou tablet? Qual vale a pena investir?

Há poucos meses atrás comprei um Kindle para ler meus e-books. Como eu já lia livros no iPad, estava muito na dúvida se valia realmente a pena comprar um, até que surgiu a Bienal de SP ano passado e aproveitei a oportunidade que estava mais barato e pedi para uma amiga que estava indo para lá para trazer para mim. Depois de usufruir bastante do Kindle, agora eu quero escrever o primeiro post de 2015 com uma opinião mais estruturada sobre a diferença entre os dois, bem como qual vale a pena investir. Vamos lá?

E-reader ou Tablet? | Madlyluv.com

Kindle Paperwhite e iPad 2

O Kindle é um leitor (e-reader) de e-books criado pela Lab126, uma empresa subsidiária da Amazon, que está no mercado desde 2007 e perdeu um pouquinho de seu brilho quando o iPad chegou em 2010. Os e-readers como o Kindle possui uma tela com cores em escalas de cinza e preto e possui funções básicas de interação — algumas das vezes não sendo nem touch, apenas em botões — e os mais atuais possuindo acesso à internet, só que ainda na tela monocromática. Por outro lado, também sabemos que as tablets são dispositivos maravilhosos. O iPad e tablets de outras marcas, como as da Samsung por exemplo, possui infinitas possibilidades de aplicativos para fazer N funções, tarefas, jogos e dentre outras coisas tanto para auxiliar nossos trabalho ou para lazer e entretenimento.

Entretanto, quando se trata de leitura densa como acontece com livros, eu afirmo com certeza que um e-reader como o Kindle é mil vezes melhor.

Por que e-readers são melhores para ler do que as tablets convencionais?

Os e-readers possuem na tela uma tecnologia chamada papel eletrônico (electronic paper ou e-paper), também conhecida como tinta virtual (electronic ink ou e-ink). A tela é chamada de EPD (Electronic Paper Display), que busca imitar o papel convencional dos livros, que futuramente poderá fornecer outras alternativas de tecnologia para interfaces eletrônicas. Juntamente com esta tecnologia, os e-readers buscam trazer melhor conforto para a leitura densa — ao contrário das tablets convencionais, que possuem outros objetivos além da leitura.

A prioridade principal do e-reader é ler, e ler muito. Um e-reader possui um tempo de duração de bateria espetacular (podendo durar mais de um mês) devido ao e-ink utilizar poucos recursos de bateria, bem com a iluminação de leds nas laterais (vem na maioria e-readers), que também impedem a iluminação direta nos olhos como acontece nas tablets convencionais. Não cansa a vista, não atrapalha o leitor com notificações de facebook e dentre outras mídias sociais e e-mails, incentivando assim a ler por mais tempo independente da iluminação externa.

O custo do Kindle

Os e-readers são mais baratos do que o iPad e as tablets mais populares. Eu paguei o meu Kindle Paperwhite em promoção por R$375 (R$100 mais barato que o normal) e achei que foi baratíssimo pelo tanto que uso ele. Levo para tudo quanto é lado sem medo, ao contrario do que seria para o iPad — imagina ler no iPad no ônibus? É roubo na certa. Os outros e-readers com iluminação também giram em torno deste preço e não passam de R$500 e pouco (exceto os 3G), enquanto as melhores tablets do mercado são acima de R$700 e o iPad da última geração é mais caro ainda.

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A problemática do preço dos e-books

Eu baixo meus livros de graça através do Minha Teca e Le Livros. Sei que não é correto devido à pirataria, mas a maioria dos livros que leio não possuem uns preços tão justos assim. Gente, pelamordeDeus… Um e-book formato .epub, .mobi, .txt, ou qualquer outra extensão que um livro possui em apenas seu conteúdo em texto (e não com recursos de interação, design de interface e identidade visual como acontece em revistas e ebooks para iPad), custam muito pouco porque a criação é muito simples — digo isso porque em meu trabalho presencio a criação de e-books para educação à distância e sei que não é nada muito complexo.

O que acontece é que a realidade dos valores dos direitos autorais e de distribuição dos e-books variam de editora para editora e muitas colocam o preço lá em cima, e isso também inclui o preço da loja virtual que está oferecendo o produto. O custo não está errado, o autor tem direitos assim como a editora e a loja precisa de seu lucro, mas não é justo um e-book ser tão caro quanto um livro físico. Posso estar falando besteira, mas um e-book para mim não pode passar de R$15, e já vi ebooks custando mais de R$25. Acredito que, se todos os e-books possuíssem um baixo custo, o índice de compra subiria. A distribuição é rápida, ágil e prática. Não há motivo para ser cara se é em larga escala, não é verdade? Um livro físico precisa de uma produção muito maior e de mais recursos materiais para a produção quando se compara à de um livro digital, além do custo de produção ser mais alto e o processo é bem mais lento. Então a maneira que encontrei para pagar ao autor e à editora é: ler o e-book grátis e, caso eu goste (o que acontece na maioria das vezes), compro o livro físico.

Uma curiosidade…

Lembra que eu falei que futuramente o e-ink poderia ser utilizado para interfaces digitais? Enquanto eu estava pesquisando artigos para fazer este post, eu descobri que, no final do ano passado surgiu uma notícia de um smartphone Android, chamado Yotaphone, que possui duas telas: uma de LCD normal de um celular e outra de EPD igual dos e-readers que conhecemos (e pelo o que entendi ambas são protegidas com o Gorilla Glass, um protetor de tela super resistente). E até achei um vídeo falando sobre este celular, que vale a pena dar uma conferida. Posso falar uma coisa? Achei FANTÁSTICO! Acho que o e-ink tem muito ao que oferecer, bem como tem muito ao que se aperfeiçoar. E a ideia desta mistura entre smartphone/tablet com a tela de e-reader pode vir com tudo!

Conclusão

Vale lembrar que não estou desmerecendo de forma alguma o iPad e entre outras tablets. Apesar do processador ser bem melhor do que os e-readers, elas possuem outros objetivos. Objetivos que vão além da leitura. Dá para ler nas tablets, sim, só que a leitura densa pode ser cansativa. A tela EPD dos e-readers são vistas perfeitamente à luz do dia, enquanto das tablets convencionais se colocar a tela LCD ou LED à luz direta solar não dá para se ler praticamente nada. No Kindle consigo ler no ônibus indo para o meu trabalho, deitada na rede do jardim de casa sem se preocupar com iluminação, bem como ler no meu quatro com as luzes apagadas para esperar o sono vir — a luz LED do e-reader vem das laterais, iluminando a tinta virtual e não o usuário, como acontece tela LCD de um iPad. Por outro lado, no Kindle não posso jogar, navegar em meus blogs preferidos ou ver minhas séries no Netflix da mesma forma como no meu iPad.

Eu sou tão apaixonada pelo meu kindle quanto pelo meu iPad! Não deixei de usar um quanto adquiri o outro. E acredito que são dois investimentos que valem a pena. E você? Possui uma tablet ou um e-reader? Qual você acha que é melhor para a leitura? Você gosta de livros digitais? ;D


Comentários

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  • Elias

    Ótimo ponto!
    Também gosto de usar cada aplicação na plataforma mais adequada.
    (E, sim. Também acredito que, se baixassem os preços dos ebooks, venderiam muito mais. )

    • Aninha

      @Elias, eu sou muito purista quando se trata dessas coisas, haha. É a mesma história das phablets.. gente, qual a necessidade de um celular e tablet ao mesmo tempo? O negócio nem cabe no bolso! Gosto de cada dispositivo com seu objetivo, não sou muito fã de "hibridizar" as coisas… Só se for muito bem pensado, como foi no caso do Yotaphone, você viu? Achei a ideia genial, mas confesso que não sei qual seria o impacto no mercado.
      Abraços!

      • Elias

        @Aninha, e nem é tanto por purismo, da minha parte. Mas é a comodidade de usar o melhor do projeto de cada dispositivo.
        Jogos: #PS4, tela grande e sofá. Isto não cabe em um computador.
        No momento, não tenho mais um e-reader. Ando lendo livros físicos, mesmo… 😉 Quem tem um sabe que um tablet não supera (não é nem obrigado…) as funções de um e-reader.
        O que realmente estraga os e-readers é a ganância das editoras, que não nos permitem revender e emprestar os nossos livros. Quer dizer… eu compro, mas o livro não é meu?! (Acho que o Richard Stallmann explica melhor este ponto: https://www.gnu.org/philosophy/the-danger-of-ebooks.html )

  • Daniele

    Olá!
    Post esclarecedor! Ainda sou das antigas e adoro o cheiro de livro novo e poder visualiza-lo na minha estante. Não suporto ler pelo tablet. Fico com a vista cansada, me dá sono. De repente seja isso! preciso de um Kindle! 😉
    Um abraço!

    • Aninha

      @Daniele, entendo perfeitamente hahaha sou assim também com os meus livros físicos. Eu faço asim: leio em ebook e depois compro o físico para deixar lindinho ali na minha estante e folhear sempre que quiser (e cheirar também haha, adoro cheiro de livro!) *-*
      Beijocas!

  • Marilia

    Aninha, você podia fazer um guia completo do wordpress para aqueles mais leigos no assunto, afinal, eu amei seu layout free, mas sou do blogger não tenho muita grana pra investir no wordpress.org e essas coisas

    • Aninha

      @Marilia, otima ideia! Assim que eu puder eu faço *-*
      Beijocas!

  • yasnaya

    Pronto! Me convenceu. Adorei, adorei haha
    Tudo que eu precisava saber para tirar minhas dúvidas cruéis.
    Aliás, que blog lindo guria!
    xerão

    • Aninha

      Aee! Que bom que tirou suas dúvidas @Yasnaya <3
      E obrigada, haha. Seja bem-vinda ao blog *u*
      Beijocas!

  • Viviane Silva

    Eu leio muito, e como não tinha como comprar o kindler eu leio no meu tablet mesmo, vc tem razão quanto a luz que interfere durante o dia, mas pra ler no meu eu baixei o aplicativo da saraiva digital e achei bem legal pq durante a noite posso mudar a cor da tela pra não cansar tanto a vista.
    Mas eu quero muito comprar um kindler assim que a situação financeira melhorar um pouco.

    • Aninha

      @Viviane, assim que puder, compre hehe <3 É um ótimo investimento 😊
      Beijocas!

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