Pessoalidades

Complacência

É difícil ver que você machuca algumas pessoas que ama por algo que você acredita que não esteja errado. Você não se sente culpada absolutamente por nada que você fez ou pensa em fazer, já que seu coração diz que você não está cometendo nenhum crime, e é estranho quando a sua razão também concorda com isso — o que fortalece mais ainda as convicções. Mas o que me dói é ver que posso estar machucando pessoas das quais amo muito. Eu entendo perfeitamente o sofrimento delas. É isso que me deixa ruim também, porque eu consigo me colocar no lugar delas e quase poder sentir sua dor.

Eu nunca quis machuca-las, mas não posso seguir seus princípios a vida inteira. Eu tenho os meus próprios a serem seguidos e não acredito que seja falta de respeito segui-los em vez de outros que querem ser impostos sob mim. Os assuntos são delicados e podem refletir graves consequências, mas isso não quer dizer que não pensei em tudo isso. Sei o que estou fazendo e tenho total consciência. Não sou nenhuma idiota que faz as coisas por impulsos sem pensar nas consequências depois, independentemente de situações simples ou complicadas. Fui assim na minha adolescência, quando eu tinha uns 14 ou 15 anos, e tive que enfrentar situações ruins por conta das minhas babaquices. Perdi amizades, pessoas das quais eu amava de verdade, por situações bobas que criei e não calculei o prejuízo que poderia ter.

Posso ser ingênua em muitas coisas, mas não sou mais idiota. Mas o que me resta neste instante é ter paciência. Não quero ferir mais do que já estou ferindo, mesmo eu sabendo que não estou fazendo nada de errado. Meu coração está tranquilo, mas seria egoísmo meu ignorar o que está à minha volta. Neste caso, não posso pensar somente em mim, mas também nas pessoas que amo. E eu não suportaria vê-las sofrer. Há horas em que precisamos ser complacentes para evitar o sofrimento das pessoas que você se importa, mesmo com a consciência limpa.


Comentários

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  • Giuliana

    Aninha, passei pra avisar que peguei a imagem das florzinhas da sua página de Fanlisting pra colocar no bg do meu twitter! Amei, muito fofo mesmo, adoro seu trabalho. E sobre o post, eu li e me identifiquei tanto com ele que me imaginei escrevendo o mesmo. Aí lembrei que tu és libriana. Librianos e taurinos (sou de touro) são muito parecidos nesse sentido: abdicam de várias coisas por causa das pessoas que gostam. Eu mesma às vezes "sofro" sozinha pra não ver as pessoas que amo serem magoadas. E é aí que nós erramos. Mas talvez um erro desses (de nos deixar de lado, nem que seja um pouquinho), possa ser justificável. Mudar uma opinião, uma atitude, um caminho, é algo com que podemos conviver. A única coisa que não deves mudar – NUNCA – por ninguém é quem tu és. E como tu disses, a paciência, nesse momento, é o que mais poderá te confortar. Beijo Aninha, boa semana!

  • Mylena

    É dificil quando nossos principios batem com os de quem amamos, por dificil que pareça.Tudo de bom e que tudo se resolva. Otima semana. beijo.

  • LuanaSan

    Oi Aninha..
    Acho que entendo perfeitamente o que vc esta sentindo, já passei por isso com pessoas queridas, mas nem sempre o que elas querem é o que queremos e um dia elas ja poderam escolher como agir e agora chegou nossa vez,,, mas com certeza elas vão te entender..
    Paciencia amiga..
    Bjinhus

  • Luiza

    Sabe Aninha, recentemente descobri que, se as pessoas não aceitam nossos princípios, então elas não nos amam de verdade. A raiz do amor está justamente aí, na compreensão 😉

    Bjs!

    • Ana Flávia

      [Comment ID #4438 Will Be Quoted Here]
      O pior @Luiza é que são pessoas da minha família, que convivem comigo e que moram comigo. E é por isso mesmo que tive que tomar esta decisão =/

  • Talita

    Acho mais importante seguir nossos próprios princípios do que os dos outros, mesmo que isso não seja bom para eles. Opiniões e pensamentos são diferentes, isso é normal, e temos que aprender a lidar com isso.

    Beijo :*

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