Madly Luv - O mLuv é um blog pessoal no qual aborda vários assuntos como design, músicas, literatura, arte, televisão etc. Desenvolvido e mantido por Ana Flávia Cador.
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Vida de Freelancer: Quando o design não é o suficiente

Coisas de designer

Se você já me segue por algum tempo já ter visto por aqui ao longo dos posts que sou formada em Design Gráfico e trabalho há anos como web designer. Este ano de 2017 foi super importante para a minha carreira pois aprendi diversas coisas que, se eu continuasse na minha bolha, poderia ficar para trás. A tag #VidaDeFreelancer estava um pouquinho abandonada, mas hoje quero voltar a comentar sobre a profissão que tanto amo, abordando novas experiências e um ponto extremamente importante: o conhecimento técnico — e não estou falando de design, apesar de ser um assunto para designers, rs.

Neste ano eu senti o baque da crise. T_T Pela blogosfera, minha maior fonte de renda, a demanda diminuiu drasticamente por diversos motivos (alguns dos quais eu sou culpada, confesso), mas o principal é pela falta de grana do pessoal mesmo. E eu senti que precisava me adaptar a este novo caráter do público, e uma das minhas estratégias foi abrir uma loja de temas (pois o valor seria mais acessível) que, apesar de ser um sonho antigo, era algo que precisava acontecer neste ano — porque as contas não se pagam sozinhas, né amore? Quando finalmente sentei na cadeira para botar a mão na massa para programar o Clarissa, senti que tinha muito, mas muito o que aprender! *O_O

Wireframe | Vida de Freelancer: Quando o design já não é mais o suficiente - madlyluv.com

Wireframe, a primeira fase da criação de um layout. Design puro! Imagem: PicJumbo

No início me senti um lixo ::stress:: totalmente incapaz de conseguir projetar um layout minimamente editável por um painel que fosse além de widgets sem que o cliente mexesse com uma linha de código sequer e ainda sim deixa-lo com a aparência que quiser. Era algo muito mais complexo que eu imaginava. Mas eu queria e eu precisava encarar este desafio. Aceitei a realidade de que naquele momento eu era apenas uma designer. Que não adiantava querer abraçar o mundo só com o discurso de ser auto-didata, pois, ainda sim, minha formação continuava sendo só em Design Gráfico, e não em algo da área da Tecnologia da Informação. Demorei dois meses para finalmente terminar o Clarissa e coloca-lo na loja, e mais outros quatro meses corrigindo problemas que os usuários me relatavam até eu finalmente dizer que atualmente está na melhor versão possível. Foram seis meses de aprendizado num único projeto, que me engrandeceu bastante como profissional. ::love::

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Apesar de ter adquirido noção de programação ao longo dos anos, eu sentia que precisava me aprofundar. Comecei a comprar alguns cursos online e senti que foi uma das minhas melhores decisões do ano! ::blush:: Eu nunca tinha comprado cursos de programação. Todo meu conhecimento foi na base da raça, na busca mesmo, sabe? Eu não tinha condições financeiras para arcar com um curso presencial (ainda não tenho), mas eu tinha uma base para conseguir o conhecimento que eu queria através do ensino à distância. O ponto que quero chegar é que mesmo trabalhando dentro de casa, você ainda terá que se movimentar muito para não ficar para trás. Comecei a sentir que meu aprendizado aos trancos e barrancos no mundo do back-end precisava ser mais sólido, que eu precisava sair da bolha — pois ter conhecimento em design não é o suficiente. Eu precisava me aprofundar até mesmo para trazer mais qualidade para o meu cliente a longo prazo, principalmente uma maior estabilidade em seu site/blog e trazer um desempenho digno, pois um bom trabalho é o mínimo, é a minha obrigação. Muitas causas de instabilidade em sites e blogs WordPress são por dois motivos: pelos plugins utilizados ou pelo próprio tema. O sistema do WordPress em si ou a hospedagem são os que trazem menos problemas, por incrível que pareça (mas não saem ilesos, claro). E quando comecei a entender isso, a percepção do meu trabalho mudou completamente.

Back-end vs. Front-end: qual a diferença?

Ambos são considerados formas de desenvolvimento. O front-end é onde o web designer mais atua. É onde se é trabalhado o HTML, CSS e JavaScript, recursos que o navegador do usuário lê, trazendo toda a parte estética. Já o back-end é a linguagem que o servidor entende, que são as linguagens de programação em PHP, ASP, Java, Phyton, Ruby e por ai vai (saiba mais). É o que faz as coisas serem dinâmicas, que permite que as coisas se atualizem sozinhas com um único clique no painel. Quem trabalha com WordPress é preciso entender tanto front quanto back-end.

Parece ridículo, mas procurar até mesmo por cursos que possui conteúdo que você saiba, você vai sempre conseguir tirar uma informação nova daquilo. No curso de WordPress Avançado que fiz no Udemy, boa parte do conteúdo eu já tinha visto, mas o legal é que o professor ensinou qual é o melhor método (e porque) para se utilizar, ou seja, qual é a boa prática de programação, sabe? O código de um site pode ser reescrito de várias formas e visualmente fazer a mesma coisa, mas dependerá do desenvolvedor saber como fazer aquela ferramenta agir da melhor maneira. Sempre vai ter a forma mais rápida e fácil, e a mais demorada e ideal. ::cool:: É por isso que muitos "profissionais" do design acabam cobrando caríssimo em um tema WordPress por ter uma estética incrível (além de saberem vender seu peixe, claro), mas tem desenvolvimento back-end pobre para sair mais rápido, ou porque simplesmente acreditam que só porque algo está funcionando, está ótimo — e você agora sabe que não é bem assim. A parte ruim é que as consequências vêm mais para frente, como lentidão, limites de servidor atingidos, gerando quedas etc. É muito fácil oferecer o bonito para todo mundo ver sabendo que o usuário final jamais entenderá como que foi feito, então o mesmo não terá discernimento para saber se o projeto é de boa qualidade. :x

Linhas de código | Vida de Freelancer: Quando o design já não é mais o suficiente - madlyluv.com

Código de tema WordPress, onde o back-end e front-end andam lado a lado no mesmo arquivo. Imagem: PicJumbo

Apesar dos cursos do Udemy não serem do mesmo nível que cursos técnicos e profissionalizantes, eles emitem certificado e há cursos maravilhosos para a área do desenvolvimento back-end e front-end. E para saber se um curso é bom, é só avaliar os feedbacks dos alunos, preferencialmente se há mais de 100 avaliações, já dando para saber mais ou menos a média do curso. Quanto mais feedbacks positivos, melhor é o curso. É a mesma coisa quando você vai fazer uma compra no Mercado Livre: você só vai comprar se o vendedor é bem avaliado, não é? No Udemy é a mesma coisa. O curso de WordPress Avançado é divino para aprender boas práticas em programação e otimização. Já o curso Desenvolvimento de Plugins é ótimo para saber como que monta plugins da melhor forma.

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Sempre busque aprender mais e mais da sua área e das que são correlacionadas. Uma coisa que aprendi é quando eu acho que "sei demais", é ai que preciso buscar mais conhecimento. Saia da sua zona de conforto! Conhecimento é o seu melhor "produto", e ele nunca é demais. ::love::


Este post não foi patrocinado por nenhuma marca citada acima.
O conteúdo foi escrito por livre e espontânea vontade, com muito amor para você.

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