Um dia em Piri: Reserva do Abade e Pico dos Pireneus

Passeios e Viagens

Viver neste cerradão goiano tem suas vantagens, e uma delas é viver perto de cidadezinhas lindas e históricas como Pirenópolis (ou, para os mais chegados, Piri). Neste sábado, dia 14 de maio, foi o dia de visitar uma das reservas ao redor da cidade, a Reserva do Abade, além de uma paradinha básica do Pico dos Pireneus para ver o pôr do sol. Já havia alguns anos que eu não fazia uma viagem ou fizesse algum passeio fora de Goiânia. Eu nem tinha uma categoria no blog que representasse viagens! Espero que este seja o primeiro de muitos. Mesmo que este post seja de um passeio de bate-e-volta de um só dia, fez toda a diferença para mim em vários sentidos. E nada mais justo do que tirar várias fotos para mostrar aqui no blog, né?

Neste post precisei fazer uso de galeria de fotos, porque haja foto desta viagem (porque sim, empolguei) haha. Clique em cada foto para vê-la ampliada e descrição da mesma.

Reserva do Abade

A reserva faz parte da Fazenda Cabaçais, que fica a cerca de 17km da cidade de Piri, sendo 7km são compostos por estradinha de chão (um pouco complicada para lidar, mas até a reserva a estrada é tranquila, depois dela que o perrengue de verdade começa). Só come um pouco de poeira, mas é normal haha. A fazenda é sitiada em Lavras do Abade, um sítio arqueológico histórico formado pelas atividades mineradoras de ouro, das quais João Rodrigues Abade era o guarda-mor lá por volta de 1750, dando nome ao local e tornando um dos pontos turísticos mais queridos da região, cheio de cachoeiras lindas e trilhas.

Uma Ana querendo dar uma de mochileira, haha
Estradinha de chão
Fotinha de casal, porque sim, haha
Vista de um dos mirantes da reserva
Trilha de pedra

Há duas trilhas disponíveis para o público, uma curtinha, cerca de 400m, e outra com aproximadamente 2,5km. Eu e Victor pegamos a trilha maior, com vários mirantes com vistas incríveis e várias pontes para sarem atravessadas. Quero enfatizar que há uma ponte suspensa tão alta que me deu vertigem quando olhei para baixo. Não sei quantos metros é, mas eu chutaria algo entre 70 e 100 metros de altura. Achava que ia morrer em cima daquela ponte balangando pra lá e pra cá — e olha que nem tenho tanto medo de altura. x_x

Vista de um dos mirantes (e minha cara de marota)
Ponte de acesso a cachoeira principal
Outra vista de um mirante
A ponte suspensa do terror

Durante o trajeto eu também não pude deixar de fotografar um pouco a vegetação nativa e outras lindezas. Quis chorar quando fiquei de pertinho com uma borboletinha fofinha que me deu tempo de fotogra-la como se isso fosse parte do dia-a-dia dela, haha. Acho que nunca mais terei oportunidade tão de ouro quanto esta.

~Brabuleta~ ♥
Tibouchina granulosa, florzinha típica do cerrado
Abelhinha

Obviamente a água estava trincando de tão gelada, e foi um custo entrar (pareço gato!), mas depois de mergulhar de corpo inteiro a temperatura fica menos desesperadora, haha. Apesar do pessoal da reserva garantir cachoeiras lindas na trilha maior para tomar banho, confesso que eu só tive vontade mesmo de ir em uma só, que é a principal (da qual as duas trilhas dão acesso). As outras cachoeiras eu fiquei um pouco decepcionada, complicadas de ficar para tomar banho e um tanto perigosas (porém, lindas também). De longe a principal, a Cachoeira do Abade, é a mais bonita e acessível. A trilha grande só vale a pena se você gosta de andar em trilhas, se aventurar, ver a paisagem pelos mirantes, a vegetação etc. É ótima para ir para conhecer, mas eu confesso que não irei mais porque já não será mais novidade. Próxima vez só irei se for pela trilha menor por ser mais curtinha, barata e já cai direto na cachoeira principal para relaxar e curtir a natureza sentada na margem vendo o tempo passar.

Vista lateral da cachoeira principal. Eu tinha a impressão que ia sair um monstro de lá, haha
Cachoeira do Abade
Tentativa #fail de ser uma sereia, haha

A entrada para a reserva não é cara. Para andar pela trilha pequena paga-se R$20, e a trilha maior custa R$30. O que é caro mesmo lá é o almoço (R$35), porém, você come o quanto quiser. Mas para quem tem estômago de passadinho ou quem passa mal facilmente com comida de restaurante (como eu) faz um rombo na carteira (a crise, gente, a crise!). Para quem não tem problemas com isso (lê-se: estômago sem fundo) vale a pena. Tinha muita variedade no buffet, mas eu precisei me contentar com arroz, feijão e um catiquinho de peixe com abacaxi no final para ajudar na digestão (invejo até agora quem comeu a feijoada). Tudo dependerá do seu estômago, haha. Próxima vez levo algum lanche de casa e guardo estes R$35 para ir em mais outra cachoeira, haha. ::cool::

Almoço maroto e levinho. Tranquilo e favorável (menos o preço)
Ele ♥
Ela *-*

Pico dos Pireneus

Após sair da reserva fomos ao Parque Estadual da Serra dos Pireneus, que fica cerca de 4km ao norte. Parece pouco, mas levamos cerca de meia hora para chegar! Quem tem carro muito baixo vai sofrer muito nessa estradinha, pois é fácil arranhar o fundo do carro ou, para quem é descuidado, até mesmo empacar. ::stress:: Depois de passar por esta estrada acho que todos os motoristas deveriam receber troféu por todo apuro que passa, haha. Eu e o Victor ficamos muito tensos, sempre prestando atenção nos buracos e depressões.

A subida para o pico não é demorada (cerca de 450m), mas é muito difícil por ser íngreme — haja perna! Mas, o sofrimento vale a pena, pois a vista do Pico é a coisa mais linda do universo. Dá vontade de viver neste lugar pelo resto da minha vida. ::blush::

Durante o trajeto da trilha para ir ao pico. Vista incrível!
No topo do mundo!
Uma das vistas da estrada para a serra
Pôr do sol maravilhoso
Uma das várias pessoas fotografando o pôr do sol

Eu queria muito ter tirado foto da capelinha deste pico, a Santíssima Trindade dos Pireneus de Goiás, mas tinha tanta gente em volta dela e ela é tão pequenininha que não dava parar tirar uma foto digna sem ter gente tampando ela. :( Só para você ter uma ideia, cabe cerca de duas pessoas dentro da capelinha e ela já estava sendo ocupada. Então, infelizmente você precisará se contentar com fotinha achada no Google para saber como que ela é.

A volta para casa foi um pouco tensa, haha. Nos perdemos no caminho da estrada de terra pela falta de sinalização (e também por estar escuro) e fomos parar em uma cidade vizinha. Pensa no nosso desespero! Mas deu tudo certo, conseguimos achar a estrada e conseguimos voltar pra casa sãos e salvos, haha.

Pirenópolis fica a 120km daqui de Goiânia, capital do estado, e cerca de 140km de Brasília. Saiba mais como chegar em Piri acessando o site não-oficial com todas as informações ao turista e o site destinado à cultura, história e tudo o que ocorre na cidade.

Peço desculpas pelo tanto de foto que postei, mas eu não podia deixar de mostrar para você o quanto estes lugares são lindos — isso porque é resultado de 300 fotos tiradas no total (imagina o meu desespero para escolher quais colocaria aqui, haha). A experiência foi incrível e merece ser compartilhada. Quem tiver a oportunidade de conhecer o interior de Goiás, não deixe de passar por aqui! ::love::

E você, já foi num passeio bate-e-volta perto de onde você mora? Conte-me sua experiência! Só espero que não tenha se perdido como a gente, haha.

Veja também...

Em Greenwich: no marco zero do mundo
Londres: O charme de Covent Garden
Londres: Passeando pelas ruas da terra da Rainha

18 Comentário(s)

(18 pelo blog e pelo facebook)
  • Karyne
    Visitar blog
    09 . 07 . 2016

    O que essas fotos ficaram de lindas você não tem noçããão. To apaixonada. Sério!
    Eu e Rodrigo amamos viagens assim: natureza, pés no chão e curtindo o que Deus faz de lindo em cada cantinho por onde a gente olha.
    Amei muito ver esse post, mais um destino mais colocar na listinha hehehehe

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