24 coisas que aprendi em 24 anos

Pessoalidades

Há 10 anos atrás eu me imaginava aos 24 de uma forma completamente diferente. Eu me via casada, com uma casa linda, sendo mãe, ter viajado para vários lugares (e alguns países) e trabalhando na profissão que escolhi para mim. Mas a realidade é completamente diferente. De tudo o que eu imaginei, somente o desejo de trabalhar na minha profissão escolhida que se concretizou — e isso já me deixa realizada o suficiente. E nestes meus 24 anos recém-completados, aprendi que:

1. Jamais posso desistir de meus sonhos

Se uma coisa aprendi na marra (e ainda aprendo constantemente) foi a lutar pelo eu quero e acredito. Em minha adolescência tive enfrentar e passar por diversas situações difíceis para eu finalmente entrar na faculdade que eu sonhava. O caminho foi longo e tortuoso, passando por provas de vestibulares para cursos que eu não queria e perdendo um tempo que seria valioso para mim. Eu precisei chegar ao meu limite para chutar o balde e dizer que o design era o que eu queria para mim, e não o que a família, professores e amigos queriam.

2. Nem tudo sai como a gente quer

Graças ao meu bom Deus que as coisas não saem como realmente queremos, se não o mundo seria muito chato e previsível. Aprendi muito a me controlar diante da imprevisibilidade da vida e hoje até que gosto dela, haha.

3. Tudo tem seu tempo

Como sou uma boa libriana, ver algumas coisas fugindo do meu equilíbrio às vezes me faz perder a cabeça (a ponto de ficar doente) — e isso é um exercício de paciência constante para mim. Como eu disse, nem tudo sai como a gente quer, mas aprendi que quando temos fé naquilo que acreditamos, na hora certa acontece.

4. Ficar sozinha

Ter um tempo para mim e fugir da realidade à minha volta se tornou tão importante para mim quanto viver em sociedade. Por muito tempo eu acreditava que ficar sozinha era algo que eu não iria suportar, que eu era uma pessoa que sempre teria necessidade de estar com alguém ao lado (tanto amigos, namorado, quanto família etc), mas descobri que sim, eu suporto ficar sozinha e descobri que gosto disso. Meu tempo de pegar um táxi ou busão para gandaiar no shopping ou no centro da cidade, fazer uma maratona de série embrenhada na cama, ou até mesmo trabalhar sozinha naquele silêncio absoluto da casa é maravilhoso.

5. Não viver de aparências

Nos submetemos a várias coisas em nossa vida que nos fazem sofrer, mas por alguma coisa "maior" a gente se submete e engolimos o sofrimento. E há um certo momento que chega a maturidade e você pensa: não sou obrigado a sofrer por algo que não vai trazer nada de bom para mim nem hoje, nem futuramente. Os calçados da marca Melissa foram o fator que me fez perceber isso e me deram uma lição de vida. Chega até ser engraçado. Pensa numa pessoa que era extremamente apaixonada por calçados de borracha e que sofria todo santo dia, mas jamais descia do salto? Eu era assim, e isso não era nada saudável. Eu não queria deixar de usar sandálias pois eram fofas, lindas, chiques, cara$, glamourosas e o mais importante de tudo: estava na moda (e ainda está pelo o que vejo). Isso valia a pena meu sofrimento? Sofrer por aparências é uma coisa que não faz parte da minha vida mais. Não me arrependo de ter doado meus 30 e poucos pares e ter ficado só com aqueles que realmente eram confortáveis para mim (só 4). Meus pés (que hoje vivem de havaianas, alpagartas, sandalinhas rasteiras de couro e tênis confortáveis) ainda têm calos e cicatrizes de machucados que ficaram em carne viva (não é um exagero) devido a maioria destas sandálias. Toda vez que acontece uma situação parecida onde preciso analisar se meu sofrimento vale a pena, olho para os meus pés.

6. Há sofrimentos que são necessários

Há momentos em nossa vida que precisamos sofrer para aprender. Como no caso Melissa, foi um mal que precisei sofrer para poder dizer "nunca mais". E há outros tipos de sofrimento, principalmente para aqueles do coração, que precisamos passar para amadurecer. Às vezes é necessário passar por alguns relacionamentos difíceis para finalmente conseguir enxergar aquele que é ideal para você.

7. Quebrar preconceitos

Uma das coisas das quais mais sou grata por ter entrado numa universidade de artes é por conviver com pessoas completamente diferentes do que eu já tinha convivido até então. A faculdade me fez abrir os olhos e quebrar vários preconceitos que eu tinha na minha redoma de vidro da infância e adolescência. Hoje eu sou uma pessoa melhor graças a isso.

8. Mais pets, mais amor

Quanto mais cachorrinhos, mais feliz é o meu lar ::love::

9. Não viver de dieta

Sou daquelas que prioriza felicidade o máximo que puder, e isso, é claro, inclui-se comer o que quiser. Mas é claro, com moderação né? Sabemos que tudo em excesso faz mal. O que não mata, engorda. Estando saudável é o que importa. Minha dieta é ser feliz.

10. Aceitar o meu corpo e ser feliz como sou

Sou muito mais do que medidas. Não tenho tempo para sofrer com minhas gordurinhas ou com minha baixa estatura. Se o problema é usar biquíni, que vá de maiô. As pessoas precisam gostar de mim pelo o que eu sou, pela minha personalidade, pelas minhas atitudes, e não porque sou gorda, magra, "falsa magra" ou sei lá que esse povo inventa sobre os corpos fora do "padrão".

11. Não adianta mentir para si mesmo

Sabe quando você tem aquela vozinha dentro de você que fala que há alguma coisa errada e você ainda insiste na esperança de que as coisas um dia vão melhorar, mas que no fundo você sabe que não? Pois é, não adianta. Se a vozinha fala que está errado, é porque está. Não adianta mentir para si quando sabe que as coisas não vão bem.

12. Não dormir de cabeça molhada

Um hábito terrível que eu tinha na minha adolescência porque eu tinha preguiça de secar (e muito menos de cuidar) do cabelo. Dai era dito e feito: resfriados e cabelo terrivelmente amassado e maltratado.

13. A vida é muito curta para não ter uma fase ruiva

Como eu já disse há algum tempo atrás, eu me encontrei na ruivice, e vivo me perguntando porque eu não fiz isso antes, haha.

14. Um bom dia com um sorriso muda o dia de uma pessoa

Diante de uma vida tão agitada no dia-a-dia um bom dia sorridente faz toda a diferença. Quanto mais "bom-dias" você dá na sua vida, mais pessoais você deixa feliz. Faça o teste!

15. Respeito é a base de qualquer relacionamento.

É que nem quando se quebra confiança. A partir do momento que o respeito é quebrado, nada mais volta a ser como antes. Não há amor que sobreviva quando não há respeito. Quando há respeito e compreensão, o amor é consequência.

16. Dar valor ao que nossos pais dizem

Mesmo quando não aceitamos, eles fazem o que fazem para o nosso bem, mesmo depois de adultos. Pais sempre serão pais.

17. Energia atrai energia

Aprendi isso na doutrina pela qual sigo. Energias negativas atraem energias negativas, assim como o bem atrai o bem. Não adiantará nada sermos pessimistas que ai sim tudo tem uma grande chance de dar errado. Já tive experiências o suficiente para afirmar isso com absoluta certeza.

18. Todo mundo devia passar pela universidade

Mas não para ter um diploma ou viver a vida à la American Pie. A universidade foi tão importante para mim quanto respirar. Como eu mencionei agora há pouco, a faculdade me fez quebrar preconceitos e enxergar a vida de uma forma diferente. Na universidade você encontra pessoas de todas as personalidades possíveis, com diversas formas de viver e de encarar o mundo ao redor. Foi um choque muito grande para mim, mas ao mesmo tempo libertador.

19. A felicidade sempre precisa ser reinventada

Você já se perguntou se você é realmente feliz? A felicidade é momentânea, mas ela pode ser duradoura se lutamos para que ela continue presente em nossas vidas, desde os momentos mais simples e particulares até aquelas que passamos com as pessoas que mais amamos. Mas lembre-se: a felicidade tem que partir de você, e não depender de algo ou alguém.

20. Não ter medo de pedir perdão

Tanto para si mesmo do que para alguém. Perdoar é libertador. Mas não vale guardar rancor. Não adianta nada dizer que perdoa se o coração deseja o mal, muito menos se for esgrefar o erro da pessoa na cara dela. Isso é cruel e desumano.

21. Comer marmita da mamãe garante a sua saúde

Acredite em mim. Meu estômago agradecia quando eu levava comida de casa quando eu precisava ficar na hora do almoço na faculdade. Comer comida de restaurante universitário todos os dias não faz bem para nosso (pelo menos no meu) estômago. Eu quase desenvolvi uma gastrite por ter ficado muito tempo comendo comida de origem desconhecida, rs.

22. Maratona no Netflix é melhor do que balada

É quase uma felicidade plena. Não há ressaca, não há lapsos de memória, muito menos cansaço, dor nos pés ou dor de estômago pelas mil e uma bebidas estranhas que você botou goela abaixo.

23. As contas chegam

Você entra na vida adulta e nem percebe. Mas você só se dá conta quando as contas começam a chegar e você não tem mais condições de depender de pai e mãe para paga-las. São despesas suas, e você é responsável por isso, mesmo que vive sob o teto deles ainda. Eles não têm nada a ver com os seus gastos e muito menos são obrigados a paga-los para ti. E quanto mais cedo chegar essa responabilidade, melhor.

24. Se conhecer

Se conhecer e saber seus limites (tanto físicos quanto psicológicos) requer tempo. Na adolescência vivemos batendo a cabeça e passando por situações e enfrentando dúvidas das quais na vida adulta tudo se acalma, tudo isso porque finalmente nos enxergamos como realmente somos e como a vida é ao nosso redor. E ainda sim, sempre há situações novas das quais nos surpreendemos com nós mesmos. É a graça da vida. ::blush::

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27 Comentário(s)

(27 pelo blog e pelo facebook)
  • Ester Sabino
    Visitar blog
    21 . 12 . 2015

    As pessoas não fazem ideia de como mudamos nossas perspectivas quando se entra em uma faculdade de artes/design. Entendo o que você disse. :)

    Responder


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